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Chefe da 4ª Regional de Saúde esclarece sobre focos de dengue em Irati

por irt — publicado 14/04/2016 10h25, última modificação 05/10/2018 15h46
“Hoje, no município, as condições estão propícias para o mosquito, há registros de focos em todos os bairros, área central e interior”, destaca João Almeida
Chefe da 4ª Regional de Saúde esclarece sobre focos de dengue em Irati

Chefe da 4ª Regional de Saúde, João Almeida Júnior

      Na Sessão Ordinária do dia 11 de abril, a convite do Vereador José Renato Kffuri, o Chefe da 4ª Regional de Saúde, João Antonio Almeida Junior, fez uso da Tribuna Popular, para esclarecer sobre a situação alarmante dos focos e casos de dengue no município. Os vereadores fizeram questionamentos.

       De acordo com João, há riscos de uma possível epidemia em Irati seja neste período ou no próximo verão. “Hoje no município há condições propícias para o mosquito, por falta de combate, agentes e estrutura. Já temos registros de focos em todos os bairros, área central e interior. Situação preocupante, pois não temos estrutura ambulatorial para atender os pacientes. Estamos com um número insuficiente de agentes trabalhando, precisaríamos de no mínimo 28, mas temos apenas 11, e alguns estão em desvio de função ou de atestado, ou seja, são oito agentes trabalhando efetivamente”.

       Segundo o chefe da 4ª Regional, em apenas uma residência foram encontrados 136 ovos do mosquito, na segunda semana na mesma casa foram registrados 351, na terceira foram 374, e na quarta semana 268 ovos. “Há um descontrole total no combate. No bairro Canisianas, foram encontrados em apenas uma residência 1137 ovos”, destaca João afirmando que somente em Irati há 79 casos de suspeita de dengue, destes três foram confirmados, 34 descartados e 42 pacientes continuam sob investigação.

       João afirma que o mosquito é democrático e atinge desde os mais humildes até os mais abastados.  “Ele pode estar presente dentro das nossas próprias residências” José Renato Kffuri agradeceu ao chefe da 4ª Regional pela disponibilidade. “Hoje chegou à Câmara o Projeto nº 048/2016, o qual teremos o prazer de analisar e votar, e se for realmente para pagar os agentes, peço que sejam agilizados os trâmites”, salientou Kffuri afirmando ainda que o prefeito garantiu esta semana, que reunirá os agentes e a equipe da 4ª Regional e fará uma reunião para tratar sobre o assunto.

      Hélio de Mello agradeceu pelos esclarecimentos, “situação preocupante, não podemos deixar que percam o controle e que os filhos da nossa terra venham perecer pelo desleixo de algumas famílias ou por quem está executando o trabalho”, afirmou Mello dizendo que é preciso mobilizar a sociedade, há necessidade de massificar o tema nas escolas e demais áreas para que haja maior conscientização.

        Almeida diz que já se perdeu há algum tempo o controle do mosquito, “hoje já estamos esperando para tratar os doentes. Existe uma Lei Estadual que todo dia 9, é o Dia Estadual de Combate ao mosquito. Mas, em Irati, até agora não fomos avisados de nenhuma ação por parte do município. Os problemas estão sendo recorrentes, desde o final de 2011, até o segundo semestre de 2015. Faltam agentes e comprometimento, as planilhas comprovam isso, como por exemplo, 15 visitas foram realizadas em 48 minutos. Todos sabemos que uma visita bem feita, ela é morosa, levando de 10 a 15 minutos, e tem vistorias, assinadas pelos agentes, feitas em apenas um minuto”, lamenta.

       Emiliano Gomes cita que em 2013 a justificativa foi que a administração estava se organizando, em 2014 que estavam dialogando, e até agora nada foi feito. “Inúmeras solicitações foram apresentadas e nada adiantou. 20% apenas de cobertura no município”. Segundo João, os agentes deveriam estar em campo rotineiramente, “mas isso não acontece. Sabemos que chegou um projeto de lei, mas até os agentes serem contratados, regularizados, eles vão trabalhar somente em maio. E nós estamos passando por um momento turbulento e não temos pessoal no município”. Emiliano ressaltou ainda a falta de postura do executivo, “estamos falando de vidas e de um mosquito que está presente e sendo combatido em todo o país, cadê as nossas ações, cadê o nosso prefeito?”

       Outra situação apontada pelo chefe da 4ª Regional, é a falta de secretário municipal de saúde neste período crítico. “Estamos sem secretário há 10 dias, e no dia 25 de maio daremos início a Campanha Nacional de Vacinação contra a H1N1. Mas, lamentavelmente, até o momento, não houve planejamento, discussão e muito menos diálogo com o município, pois não temos a quem recorrer”.   

       Sobre as visitas domiciliares, o líder do prefeito, Alceu Hreciuk afirmou que realmente existe algo de errado. “Todos os agentes receberam treinamento por quatro dias no Hotel Dorizon, realizado pela Regional de Londrina. Mas, infelizmente, sabemos que é impossível vistoriar uma residência em tão pouco tempo”. Rebatendo, João afirmou que a 4ª Regional também realizou treinamento de manejo clínico para profissionais da área da saúde, “todos os municípios estiveram presentes, foram mais de 90 participantes, mas infelizmente, nenhum profissional de Irati compareceu”.

      Antonio Celso de Souza também cobrou do executivo a nomeação urgente de um novo secretário de saúde. Souza buscou saber ainda se o Governo do Estado pode contratar mais agentes para o nosso município? João afirmou que estes 11 agentes já são subsidiados pelo Governo do Estado. “Além disso, também são repassados R$ 60 mil por ano ao município para que seja investido em ações de combate ao mosquito”.

       Vilson Menon agradeceu ao chefe da 4ª Regional pelos importantes esclarecimentos e cobrou mais ações do executivo e da própria sociedade. “Neste momento não devemos achar culpados, não estamos fazendo política partidária, está na hora de todos nos engajarmos nesta luta, não podemos mais esperar. Cada um precisa fazer a sua parte, a começar pelas suas próprias residências. O momento é agora, lembrando que o mosquito não escolhe classe social”, concluiu.

 (Assessoria Câmara Municipal de Irati)

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